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Lagoa VerduscaAgora já não acontece nada aqui. A Lagoa Verdusca está aqui: lagoaverdusca.blogspot.com June 18 A Lagoa foi transportadaHoje tomei uma decisão.
Por muito que me custe (buááá) vou transportar a Lagoa Verdusca para outro lado. É difícil, eu sei mas este space está devoluto e é uma seca actualizá-lo pois não me deixa colocar tudo aquilo que quero e por vezes dá-lhe bloqueios maiores do que os meus.
A partir de agora, eu e os meus devaneios, estamos em: http://lagoaverdusca.wordpress.com
Inté! Excerto de um ensaio de um- Ba- Baixem-se! Baixem-se todos! Tudo no chão! Jááá!
Lúcia desviou os olhos das contas mensais que tinha nas mãos e o cérebro demorou alguns segundos a perceber o se estava a passar
- A -- A menina não ouviu? Eu repito! No chão!
E sentiu um encontrão que a fez cair para o lado e espalhar todos os papéis que carregava. Ao cair, deu um pequeno grito, e já no chão, olhou para a frente. Viu duas botas grandes, sujas a andar de um lado para o outro. Ouvia gemidos e gritos de ordem. “Parece que estou num filme qualquer”, pensou e depressa se viu no meio de um assalto a um banco na vila pacata onde trabalhava todos os dias.
Tentou arrastar-se um pouco para que pudesse endireitar o corpo e soltar-se das dores que já ia sentindo devido à posição em que caíra. Esticou as pernas e conseguiu, sem dar nas vistas, ver o vulto que a tinha empurrado e mais dois. Eram morenos e tinham traços carregados. “Mais uns coitados a lutar pela vida”, pensou. Desde que o seu país tinha adoptado uma radical política de direita, a maior parte dos imigrantes do norte de África tinham sido deportados. E isso levou à separação de famílias, destruição de vidas, motins nas grandes cidades e esporádicos assaltos a bancos de homens e mulheres que necessitavam, simplesmente, de dinheiro para comprar comida, pois há muito que não conseguiam arranjar um trabalho digno.
Lúcia sempre fora liberal. Sempre acreditara que existia lugar para todos e que as políticas governamentais não estavam a ir de acordo àquilo que Deus queria. Apesar de duvidar, por vezes, da Sua existência, acreditava no equilíbrio e na paz entre humanos. Um sossego que há muito não existia no seu País. Todos os dias havia notícias de um ou outro assassinato, ou outro assalto. Mas não na sua vila. Ali viviam poucos milhares de pessoas. Algumas delas cumprimentavam-se na praça quando iam comprar legumes. Saíam à noite para apreciar os jardins centrais e não tinham medo. Havia uma estrada que atravessava a vila e que dava acesso a todas as ruas da povoação. E todas iam dar ao mesmo sítio. June 15 GarrasFiquei fã da Sónia Matias.
Mesmo sem saber montar (razoavelmente bem) a cavalo, não perceber nada de tauromaquias, touros, praças, pégas, badarilheiros, rabujadores, forcados, arenas, selas, ‘violinos’, e ainda mais: não conseguir achar muita piada às corridas de touros, ontem fiquei fã da cavaleira Sónia Matias. A força, carinho, feminilidade, beleza, garra, coragem e paixão, características típicas das mulheres, estão todas lá. E de forma bem destacada. Ela grita, desafia o bicho, pede apoio, acaricia a orelha direita do cavalo, ajeita os cabelos, berra, levanta o nariz e encara o perigo de frente. Tiques que podemos e devemos adoptar na vida. E olé!
Foi bom o arrasto até ao Campo Pequeno. June 14 Vontades“Que vontade tenho de pegar em ti e levar-te por esses caminhos desertos
Que vontade de pegar em ti e desaparecer
Que vontade...
Pegar-te, levar-te, viver-te
Respirar-te
Que vontade em deixar as horas de lado
Que vontade em te amar ao sol.” June 13 'Ite'Sempre fui muito anti-qualquer-tipo-de-medicamentos-ou-drogas. O nosso corpo tem, e deve ter, a capacidade de se auto-regenerar, eliminar as bactérias, micróbios e afins, se for saudável, claro. Por isso evito sempre que possível os tratamentos químicos. Mas hoje, depois de não ter quase conseguido falar, ter passado a noite com tosse e a espirrar, lá fui eu até ao Centro de Saúde. Era cedinho....não tive quase que esperar nada. “Ah e tal, do que é que se queixa?” “Ora bem...dores de garganta, cabeça, pescoço, tosse, espirros, nariz a pingar e uma ponta de febre” “Está bem, vou-lhe passar aqui um antibiótico e um xarope. Está com uma faringite”. (Ok, isso já eu sabia que tinha qualquer coisa acabada em ‘ite’...é normal nesta altura do ano.)
Caraças...lá fui eu à farmácia. Deixei lá mais de 15 euros! Vá lá corpinho, agora aguenta-te que vais ter que tomar tudo até ao fim. Sim, porque eu não gasto dinheiro à toa.
Ontem vi, entre espirros e o desfile das marchas em Lisboa, um episódio do Serviço de Urgência onde um utente morreu por ser alérgico à penicilina! E não é que o meu antibiótico também tem isso? O que me vale é que já tomei as belas injecções de penicilina e não me aconteceu nada. Uf. As melhoras para mim.
A ver se fico porreira para amanhã me estrear a ver um espectáculo no Campo Pequeno. Por arrasto e com bilhete pago, é claro. Olé! June 12 Coisas da 'viding'A vida adquire as cores e os reflexos que lhe dermos. As situações que vivemos serão mágicas sempre que as quisermos assim.
Desde miúda que o tento fazer. Aproveitar sempre o que de positivo trás a vida. A companhia de amigos num sítio triste. A sinceridade de uma amizade mesmo quando esse teu amigo te diz verdades duras. Os sorrisos descontraídos que aquela ou outra pessoa com quem não te dás da melhor forma não consegue disfarçar. O calor do sol numa praia cheia de gente e crianças mal-educadas. Uma revista cor-de-rosa, mesmo de há dois anos, na sala de espera do Centro de Saúde. Uma cerveja preta num sítio onde só se ouve música manhosa. As palavras “obrigado pela sua simpatia” quando já nem sinto os pés de cansaço. A brisa que vem lá de longe do mar quando estás farta de ouvir várias mulheres a falar ao mesmo tempo. A Paz que existe numa igreja mesmo sem acreditar grande coisa nas linhas católicas.
Ontem recebi uma sms no mínimo estranha. Trouxe antigas recordações, não no tempo mas por vontade. Lembrou-me antigos sentimentos, delírios, antiga paixão, antigos prazeres. Que faço com isto? June 11 Casório em SINo sábado casou-se o Pipo.
Casou-se o F. Aquele com quem ia de bicicleta para a praia e andava de patins em linha, com quem andei à ‘porrada’ na escola primária, com quem me atirei ao rio de Safarujo e apanhei lagostins.
O puto dentunças que fazia tripés com canas e decorava o quarto com objectos de madeira feitos por ele.
Também no seu casamento o fez. Cortou videiras, rachou-as, trabalhou-as e colocou-as em cada uma da mesas da festa. Uma cerimónia com uma espiga em cada sinal.
O miúdo mais novo que, por conveniência ou não, juntou numa só mesa na festa do casório, os solteiritos ‘cabeças fracas’ da Lagoa. “Assim a maluquice concentra-se só ali”, talvez tenha ele pensado isto. O que é certo é que o vinho tinto caseiro do N. acompanhou-nos a tarde toda, a risota, a nostalgia, o “quem é que será a seguir”, o “ó gajo! Acompanha-me até à casa de banho porque não consigo quase andar com esta porra de sandálias de salto alto”, o “vamos lá dançar a música pimba” e o “que lindos que eles estão!”.
Estavas radiante. Estavam deslumbrantes. Os vossos sorrisos inundavam tudo. F. e F. ...Não se esqueçam...daqui a um ano queremos jantarito à pála! IntercâmbiosUm dos senhores da organização da festa do Casal Paro(ó)l, cujo nome não me recordo agora, apareceu na minha festa na sexta-feira à noite. E agradeceu pessoalmente com uma mini preta as palavras que aqui escrevi sobre a sua terra, a sua gente. (Obrigado S. por teres tornado isto público)
Na minha festa beberam-se 650 litros de sangria. Desapareceu a comida quase toda, fugiram as minis e fugiram sentimentos. Surgiram outros novos e toquei harmónica (!) com o Ti V.
Obrigado aos que me surpreenderam. Obrigado aos que sabem quem são. Os eucaliptos estiveram lá. Valeu o seu verde esperança. É difícil escrever sobre um evento de três dias tão intenso que quase nem se dá por ele. Já passou, aconteceu, surgiu e fugiu depressa demais. Fez-me ter um dia nulo na segunda-feira. Já tiveram um dia desses? É um dia de quase nada. De sono, descanso e pouca actividade. De reflexão. Enfim...what’s next? Let’s ‘marchate’. Mas........Mas que raio...quem é que visita este espaço humildezeco e às vezes oco? Manifestem-se! Obrigado. Horas boas passadas no meio do mar“Os meus netos, quando têm aí uns três anos, amarro-lhes uma corda à cintura e mando-os ao mar. Desenrasquem-se! É assim que aprendem a nadar. O número três e o número quatro já têm quase essa idade. Vai ser os dois ao mesmo tempo. Tem aí um mês de diferença. Tem que ser. A gente anda por aí a trabalhar, eles brincam em todo o lado e isto tem água em todo o lado. As crianças desaparecem num ápice e quero que as minhas se consigam salvar se caírem no mar ”.
Esta foi uma das ideias que me ficou registada no cérebro depois de uma estadia de dois dias nas Berlengas.
A autoria é do senhor V. que, amavelmente, nos disponibilizou a grelha para assarmos o peixe e também a mesa na rua: simples, com uma cobertura de rede para nos proteger das gaivotas, e...(brutal) um banco verdinho do antigo estádio de Alvalade. É o número 18.
Bogas: São peixes que, de acordo com os pescadores de cana com quem viajei, não prestam para comer. Sabem mal. Dão-se às gaivotas ou mandam-se ao mar. O R. diz que “boga não é peixe, é castigo”. Eles pescaram o almoço. Eu pesquei três bogas....Eu pesquei três...foi tudo para as gaivotas. Mas pesquei.
Foi tudo decidido um dia antes. “S! Como é que é? Vais ou não?; Ok, vou. Marca lá o barco.” Barco???? Oh god....”Queria uns comprimiditos para o enjoo por favor. Quer dizer, não sei se enjoo, mas...mais vale prevenir”. “Mas que moca de sono...sim, vão lá visitar as grutas que eu vou arrochar para a praia”.
Escalámos, comemos gelados, comemos muito. Dormi ao relento no meio das rochas enquanto eles pescavam e riam. Eu ouvia-os mas deixava-me estar quietinha para não perder a posição dentro do saco cama nas escarpas - uns quase invisíveis milímetros bastavam para que a saliência daquela rocha me magoasse a zona da quinta vértebra da coluna. Abria os olhos de vez em quando. Sentia uma brisa, olhava as estrelas e tentava pensar na vida, sei lá, fazer uma introspecção qualquer. Mas não consegui. O momento foi solitário, único e bonito demais para pensar no quer que seja. Sem música, progresso, tecnologias, só o barulho das ondas no mar a bater. Esqueci quase tudo. Era só eu. As rochas. O céu. Impressionante. Não me vou mais esquecer do sítio.
Desapareceram as energias negativas. Elas fugiram com o vento frio que me bateu na cara enquanto voltava para casa de barco. June 01 BarbaridadesQuem é que passou ontem pela frente do Palácio de Mafra ‘devagarinho’ e apercebeu-se dos carros de rally ali estacionados?
Quem é que teve problemas na circulação durante a última quinta-feira na vila de Mafra?
Quem é que ouviu o acelerar de vários carros no prólogo do Rally Transibérico na Tapada de Mafra?
Quem é que viu, entre outros, os grandes pilotos Carlos Sainz, Luc Alphand e o grande tuga Carlos Sousa?
Quem é que viu umas placas a dizer ‘ah e tal, no dia 31 o trânsito vai estar sujeito a demora devido à realização do prólogo do Rally Transibérico...”
Foste tu? Está bem. Mas olha, foi tudo ilusão, sabes? Foi um sonho. Nada disto aconteceu. Porque afinal, e de acordo com a maior parte dos órgãos de Comunicação Social (entre eles a RTP!), o prólogo realizou-se numa Tapada sim, mas na das MERCÊS!!! (não é que eu tenha alguma coisa contra aquele sítio, mas...)
“O piloto espanhol Carlos Sainz (Volkswagen Touareg) é o primeiro líder do Rali Transibérico, primeira prova da Taça do Mundo de todo-o-terreno. Sainz gastou esta quinta-feira 6m06s80 no prólogo disputado na Tapada das Mercês. Carlos Sousa (Volkswagen Touareg) ficou pelo 11º posto, a 23,1 segundos de Sainz. “
Coleguinhas....tenham cuidado, muito cuidado porque eu sou Mafrense! eheheheh
Pior.....segundo consta o erro foi cometido pela organização da prova. Ou seja, nós jornalistas, temos sempre que andar com ‘um olho no burro e outro no cigano’....bolas, já tenho os olhos tortos. May 31 Sou lagoense e gosto“B, prepara-te para me aturar pois, como te disse no ano passado, tenho sentimentos a mais...e no domingo à noite já sei que não vou conseguir adormecer à primeira. Sei que se por lá aparecer o tocador de harmónica com os desgarradeiros improvisadores quase que vou chorar. Sei que vou beber mais do que devo. Sei que vou acordar com os foguetes. Acima de tudo vou estar com vocês. Com os bons e com aqueles para os quais tenho pouca paciência, mas enfim, são conterrâneos. Entre o sol, a terra, os eucaliptos, as contas, os cavalos, as bicicletas e as gentes”.
Este fim-de-semana, tal como todos os primeiros de Junho de todos os anos desde há décadas, vai ser mágico. É-o sempre. Também cansativo, esgotante, stressante, mas acima de tudo, apaixonante.
As lonas já estão colocadas deste e do outro lado dos rios. As bandeiras também. Festa na Lagoa. Querem rir com gente boa, provar boa comida saloia e passar umas horas carregadas de simplicidade? Apareçam por lá. Depois conto como foi. May 28 Monte Godel
Té amo SCPJá me doía a cabeça, os olhos, o pescoço de olhar lá para cima para o ‘video scream’. Gritei até me doer a voz. Amanhã? Amanhã logo se vê!
“Sportingueee!!!! Vocês são os melhores adeptos do mundo”. Obrigadinho!
M, sabes que eu detesto lamechices, mas obrigado por one of the best experiences of 2007!
(Alguém buzinou em Mafra?) May 24 AbracitosE não é que eu participei no cordão humano à volta do convento?
Pois. De início achei a iniciativa uma autêntica parvoíce, uma vaidade, um “pôr-se em bicos de pés”. Mas depois (como fui ‘obrigada’ a ir lá em trabalho) na hora de dar as mãos juntei-me a um grupito de jovens simpáticos de Cheleiros e pronto! “Vá, eu também quero participar...vamos ser se não me vêem aqui com o colete vestido... e tal, e tal”.
Depois, uma corridinha nas traseiras do palácio para uma fotografia com o povo da minha freguesia.
Depois, votei mais duas vezes (das três formas existentes) no palácio para maravilha de Portugal.
Depois, cheguei a casa a ficar meio doente com o vento que levei nas orelhas durante duas horas.
Mas valeu a pena. Tirando as falhas, até que o monumento (que até é um dos meus preferidos) mereceu um calorzinho humano...até música folclórica lhe deram! São o máximo estes munícipes de Mafra!
Só uma notinha final para aqui: http://www.rcmafra.net/rcmnews/news_comments.asp?NewsID=2745
Que Grande mulher! May 22 Tu fazesTu fazes-me rir
Descontraídamente
Tu fazes-me rir
Com vontade, satisfação e tranquilidade
Tu fazes-me rir
De ti, de mim, de nós
De tudo o que nos rodeia
Da chave que não aparece
Do tempo que não pára
Do vento que nos beija
Do mar ao longe
Tu fazes-me rir da vida
Fazes-me bem.
Meu poldro. Casal do Paro(ó)lSabiam que há, no concelho de Mafra, relativamente perto do mar, uma aldeola chamada Casal do Parol?
E que nesse sítio a população juntou-se este ano pela terceira vez para realizar uma festa? Gente simpática que pôs um porco no espeto, comprou sardinhas, foi ao mar apanhar percebes e cozeu-os.
Para além disto, montou um barzinho em madeira no meio do espaço de terra batida, contratou um acordeonista, aparelhou um burro saloio para ser montado por quem quisesse, fez uma pesca na areia, montou um curral com um cabrito só de um corno para os miúdos simularem pegas e enterrou a dois metros de profundidade um pau de eucalipto com cerca de vinte metros. Lá em cima estavam garrafas de whiskey...o nosso amigo J, conhecido por M, trepou lá várias vezes J.
Estivemos lá grande parte da tarde. Depois fomos ver futebol, e regressámos para jantar qualquer coisa. “Estão convidados para daqui a duas semana irem à festa lá acima!”
“Ah, e para o ano não se esqueçam de comprar minis pretas!”
Em suma, tenho mesmo que substituir o meu velhinho telemóvel de três anos e meio por um mais xpto que dê para fotografar estes momentos únicos perdidos nos vales à beira-mar do outro lado do rio de Safarujo.
Manifestação do quase nada
May 16 E seE se fosses tu quem lá estivesse?
À minha espera, sossegado
Tranquilo e feliz.
Recebias-me com uma vénia
Com sorriso de miúdo
Com olhos de quem me adora
Abraçavas-me para a vida
Davas-me um beijo doce
Intenso, o momento.
E se fosses tu quem lá estivesses.
Tu, tu, tu ou ainda tu?
Ou tu?
Talvez lá esteja um à minha espera.
Sorridente.
(Ilustração de Renaze Pinto do Amaral)
May 15 Contas 'espigadas'- Dez vezes trinta e cinco dá trezentas e cinquenta.
- Sim, mas achas que cada pessoa vai beber dez cervejas?
- Epá, não sei. Mas tens que contar com aqueles que vão lá só beber uma bjeca.
- Ok. Faz lá a conta a oito cada um para ver quando dá.
- Duzentas e oitenta.
- Ok. Levamos dez grades com vinte e quatro cada uma e mais umas quantas pretas e verdes. Oh não......Eu e esta minha mania...
Sendo o mais sincera possível: Eu não gosto de Marchas Populares. Não ligo às festas dos santos, nem ao Santo António, Pedro ou João. Nem penso que no nosso concelho haja essa tradição. Aliás, vê-se bem pelo número de freguesias que anualmente adere à iniciativa da câmara: é cada vez menor.
Enfim, a verdade é que amo a minha terriola. E, mais uma vez, como há quase três anos, lá vou eu estar envolvida na organização. E pior: marchar, abanar a anca, cantar, wathever.
É mais forte que eu. É o orgulho de viver naquele sítio, é a vontade de fazer, criar, realizar, fazer acontecer. Mesmo sendo um evento ao qual não ligo patavina. As pessoas que me vão rodear por esses tempos valem a pena.
Ontem disse: “Eu alinho. Quem é que está comigo?”; Mas hoje tive que obter uma certificação daquilo que falei junto de um amigo meu: “Diz-me que não me meti mais uma vez na organização...”; Oh yes, that’s true! May 14 NomesNo dia 7 de Maio...”Escrevi os nomes numa folha branca. Li-os, reli-os, procurei significados, tentei escolher, visualizei-os, pensei-os, baralhei-me. Lembro-me de todos mas nem de todos conheço o sabor e o cheiro. De um deles recordo-me bem...saboroso. Ainda me faz tremer cada vez que o vejo. O outro...doce talvez, não me recordo bem. São cinco ao todo. Os restantes três têm um aspecto razoável. Vou ver se ainda os provo esta Primavera. O problema é serem vermelhos (...e sonho-os tanto). Sem suma, provei os verdes mas faltam os vermelhos”.
TransformaçõesJá alguma vez chegaram a um sítio inesperadamente e a vida rolou tão naturalmente e tão diferentemente do resto que tenham chegado ao final de um par de horas tontos com as transformações?
No sábado foi assim. Já há muito tempo que não ía para aquelas bandas e por isso descontraí-me na vida. Alguém me viu feliz, sorridente e com muito vento à minha volta? Sacana do vento...O joguito do limão no café lagoense é que tramou tudo.
No outro lado do rio, ontem não vi o Sporting. Estava entretida. Mas não senti gravidade na situação. Era um jogo intenso e eu não me preocupei com ele. Não o vi. Passa-se algo de estranho. Pelo menos ouvi os relatos da jornada (menos mal).
Hoje, nas notícias ouvi alguém dizer que “os nervos podem tramar a equipa azul-e-branca na última”. Esperemos que sim!
Também ouvi dizer que “era giro agora o Benfica, quase de repente, ganhar o campeonato”. Esperemos que não! May 10 Contas...“O Futebol Clube do Porto pode conquistar em Paços de Ferreira mais um título de campeão português de futebol, mas, se perder e o Sporting vencer em Coimbra, cairá para o segundo lugar, a uma jornada do final.
Para tudo ficar resolvido nesta ronda da Liga, os comandados de Jesualdo Ferreira têm de conquistar mais pontos do que os "leões", que têm vantagem no confronto directo, mas um empate só vale o título se o Benfica não ganhar em Setúbal. A duas jornadas do fim, o campeão Futebol Clube do Porto soma 65 pontos, dependendo em exclusivo de si próprio, contra 62 do Sporting, segundo colocado, e 61 do Benfica, terceiro, sendo estas as três equipas que ainda podem chegar ao título”. Oh God....tantas contas que vou ter de fazer no domingo! May 09 EucaliptosTenho sentido o cheiro a eucaliptos. É um cheiro bom, forte, verde, intenso que me trás recordações de infância, juventude e recentes.
Recordações recentes de amizade, companheirismo, cansaço, enfim, da festa da minha terriola.
Em Junho lá estaremos. Mais uma vez. Com a tradição na comida feita por mãos enrugadas; com a música para dançar o ‘pimba’ e as tendências africanas que por aí andam; com o desporto presente no slide, no futebol, na vacada (dependendo do ponto de vista), da possibilidade de montar a cavalo e do GINCADOWNHILL...ARRRÁ! Aqui está uma palavra nova. Foi inventada por nós com direitos de autor pertencentes ao Grupo Cultural, Desportivo e Recreativo da Lagoa.
Estão todos convidados a lá aparecer, respirar os eucaliptos e divertirem-se com algumas das figuras típicas daquela aldeia.
Eu estou preparada para, mais uma vez, tentar gerir os meus sentimentos e emoções para não chorar cada vez que ouvir o meu tocador de realejo preferido. E conseguir dormir tranquila no final do dia de domingo.
Nota: Depois de muito esforço....(eheheh) o meu espaço foi admitido no conceituadíssimo site Planeta Mafra. Aos leitores e colegas do Planeta espero que se divirtam com as minhas palavras, simples. Escrevo que me vai passando na alma, sem grandes sentidos. Boas leituras. |
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